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Tilápia pode virar motor econômico em Goiás com novo programa estadual

Responsável por mais de 68% da produção de peixes no Brasil, a tilápia pode ganhar ainda mais força em Goiás. De olho no potencial econômico da atividade, o deputado Gugu Nader (Avante) propôs a criação do Programa Estadual de Fomento e Inovação da Tilapicultura Goiana (Pró-Tilápia GO).
Responsável por mais de 68% da produção de peixes no Brasil, a tilápia pode ganhar ainda mais força em Goiás. De olho no potencial econômico da atividade, o deputado Gugu Nader (Avante) propôs a criação do Programa Estadual de Fomento e Inovação da Tilapicultura Goiana (Pró-Tilápia GO). O projeto foi protocolado na Assembleia Legislativa de Goiás sob o nº 26797/25 e já está em análise na Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
A proposta busca não apenas criar o programa, mas também reconhecer oficialmente a tilapicultura como atividade econômica de relevante interesse social e estratégico para o desenvolvimento do Estado. Dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) mostram que, em 2024, a tilápia respondeu por 75% de toda a produção de peixes em Goiás.
Na justificativa do projeto, o parlamentar destaca que o uso sustentável de grandes reservatórios, como o Serra da Mesa, pode triplicar a capacidade produtiva atual, sem comprometer o meio ambiente ou o uso múltiplo da água, desde que adotados sistemas intensivos, monitorados e ambientalmente responsáveis.

Crédito, mercado e tecnologia

Entre os principais objetivos do Pró-Tilápia GO estão:
  • •facilitar a regularização e o licenciamento ambiental das empresas do setor;
  • •ampliar o acesso a linhas de crédito e financiamentos específicos;
  • •fortalecer e diversificar os mercados consumidores, com foco na agregação de valor e na exportação do pescado goiano.
O programa também prevê incentivo à pesquisa aplicada, ao desenvolvimento tecnológico e à adoção de boas práticas de manejo, sanidade e rastreabilidade. Outro ponto central é o estímulo a sistemas de produção ecologicamente corretos, com atenção especial à eficiência no uso da água e ao tratamento de efluentes.

Estratégia para virar referência

Para alcançar esses objetivos, o projeto propõe medidas como a criação do Programa de Qualificação Sanitária e de Mercado e do Programa de Inovação em Aquicultura (CIA-GO), além da possibilidade de incentivos fiscais e do fortalecimento da integração da cadeia produtiva, desde os insumos até a comercialização.
Segundo Gugu Nader, a iniciativa pode se tornar um marco de inovação, geração de renda, inclusão social e segurança alimentar. Embora Goiás já tenha normas gerais sobre piscicultura, o deputado defende que uma política específica para a tilápia pode colocar o Estado em posição de destaque no cenário nacional e até internacional da aquicultura.
Caso o projeto seja aprovado e vire lei, a regulamentação ficará a cargo do Executivo estadual, que terá até 120 dias para definir os critérios de adesão aos incentivos e as responsabilidades de cada órgão envolvido.

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