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Tensão entre Major Araújo e coronel da PM movimenta bastidores da Alego

O deputado estadual Major Araújo protagonizou um novo episódio de tensão política na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) nesta terça-feira (12), após declarações feitas durante entrevista à rádio Bandeirantes envolvendo o coronel da Polícia Militar conhecido como Edson Raiado.

Durante a entrevista, o parlamentar comentou sobre um suposto envolvimento do oficial com integrantes de uma organização criminosa. Após a repercussão das falas, segundo Major Araújo, o coronel compareceu à Alego e permaneceu no local observando o deputado, situação que gerou um clima de confronto nos corredores da Casa. Em meio ao episódio, o deputado se exaltou e fez declarações ofensivas questionando a presença do militar no ambiente legislativo.

A movimentação chamou atenção de deputados, servidores e visitantes da Assembleia, ampliando a repercussão política do caso nos bastidores da segurança pública e da política goiana.

Em resposta, o coronel Edson Raiado publicou um vídeo nas redes sociais utilizando uma cena humorística de um seriado infantil para ironizar o episódio. Na publicação, ele insinuou que “quem enfrenta de longe recua quando está perto”, em referência ao comportamento do parlamentar.

O embate ganhou novos contornos após o coronel divulgar outro vídeo relacionando Major Araújo ao caso do assassinato da menina Ana Clara Pires Camargo, de 7 anos, ocorrido em 2017. As imagens exibem uma reportagem da época informando que o deputado teria se encontrado com Luis Carlos Costa Gonçalves, apontado como suspeito do crime.

Na ocasião, Major Araújo confirmou que conhecia o investigado e afirmou que o aconselhou a se entregar às autoridades. Segundo relatos da época, o parlamentar teria falado com o suspeito pouco antes da localização do corpo da criança.

Na legenda da publicação, Edson Raiado criticou o deputado e afirmou que “é inadmissível que o crime organizado encontre eco dentro das casas legislativas”. O coronel ainda declarou que “defender ladrão e atacar a polícia não é fazer política, é trair o povo brasileiro”, defendendo uma “limpeza ética” nas instituições públicas.

O episódio aumentou a tensão entre setores ligados à segurança pública e deve continuar repercutindo nos próximos dias no cenário político goiano.

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