A ausência do senador Wilder Morais (PL-GO) na votação que analisou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) gerou forte repercussão nas redes sociais e dentro de setores do próprio bolsonarismo. O parlamentar não registrou voto nem pela aprovação nem pela rejeição do nome indicado pelo presidente da República.
A postura foi questionada publicamente por aliados políticos. O secretário de Cultura da cidade de Goiás, Ugton Batista (PL), afirmou que passou a receber, desde as primeiras horas do dia, ligações de diferentes regiões do país cobrando explicações sobre a ausência de Wilder na votação.
Segundo ele, apoiadores ligados ao bolsonarismo demonstraram estranhamento com a decisão do senador.
“Um bolsonarista de Brasília, inclusive militar, chegou a questionar se teria havido algum tipo de orientação para que Wilder não votasse”, relatou Ugton.
A votação em questão ganhou relevância política após a rejeição da indicação de Jorge Messias pelo Senado, fato considerado histórico por se tratar de um episódio raro na relação entre Executivo e Legislativo.
Ugton Batista também levantou questionamentos sobre o impacto da ausência do senador em um cenário hipotético.
“Imagine se tivesse faltado um voto para a rejeição. Como Wilder explicaria isso a lideranças como Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro?”, indagou.
Além das críticas pontuais, o secretário citou reflexos políticos mais amplos, mencionando pesquisas recentes que indicariam dificuldades eleitorais do senador. De acordo com ele, levantamentos apontam Wilder Morais atrás de nomes como Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB) e Adriana Accorsi (PT) na disputa pelo governo estadual.
Ugton também mencionou o desempenho de Gustavo Gayer (PL) em projeções para o Senado, destacando mudanças no cenário político estadual.
As críticas refletem um momento de tensão dentro do campo político ligado ao ex-presidente Bolsonaro, especialmente diante de votações consideradas estratégicas. Até o momento, o senador Wilder Morais não se pronunciou oficialmente sobre sua ausência na votação.








