
O fim do recesso parlamentar promete trazer uma tempestade política para o Congresso Nacional. O alvo? Uma operação financeira bilionária que o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) classifica, sem rodeios, como “talvez a maior fraude no sistema financeiro da história do país”.
Em entrevista exclusiva, Rollemberg confirmou que vai protocolar o pedido de abertura da CPI do Banco Master assim que os trabalhos retornarem, em fevereiro. O parlamentar já reuniu as 171 assinaturas necessárias, o “número mágico” para instalar a comissão, mas quer chegar com ainda mais força política para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta.
O Esquema: R$ 12 Bilhões em “Vento”
O que está em jogo é o dinheiro do contribuinte. Segundo as investigações que motivam a CPI, o Banco de Brasília (BRB) teria comprado a quantia astronômica de R$ 12,2 bilhões em títulos que, na prática, não existiam.
Para o leitor entender a gravidade: é como se um banco público comprasse bilhões em “vento”. Rollemberg detalha uma manobra que tentou esconder esse rombo:
“Ficou evidente que a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB por R$ 2 bilhões era uma forma de esconder as operações anteriores. Estamos falando de um fato objetivo: uma fraude de 12,2 bilhões de reais.”
Mesmo após tentativas de “maquiar” as contas, o prejuízo estimado para o BRB hoje supera os R$ 5 bilhões.
Governador na Mira e Prisões da PF
A CPI não mira apenas executivos, mas aponta canhões para o Palácio do Buriti. Rollemberg acusa o governador do DF, Ibaneis Rocha, de ter defendido a operação “de forma enfática” e insistido nela mesmo após alertas vermelhos do Banco Central.
O pedido de CPI ganha tração após a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que já prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e afastou a diretoria do BRB. Agora, o Congresso quer abrir a “caixa-preta” das conexões políticas de Vorcaro.
O Que Vem Por Aí?
Rollemberg quer uma investigação com “sangue nos olhos”. O deputado vai exigir que a relatoria da CPI fique com parlamentares totalmente independentes, sem qualquer vínculo com os banqueiros investigados.
O objetivo é claro: identificar responsáveis, punir culpados e, principalmente, tentar o sequestro de bens para recuperar parte do dinheiro evaporado dos cofres do banco público.
Fevereiro será decisivo: se a CPI for instalada, Brasília verá uma devassa nas contas que ligam o poder financeiro ao poder político.







