A atuação fiscalizatória da vereadora Naide Santos colocou em evidência a compra de mochilas escolares pela Prefeitura de Nova Serrana, após questionamentos sobre a qualidade dos produtos e o valor investido com recursos públicos.
Segundo a parlamentar, as mochilas distribuídas aos alunos apresentam baixa durabilidade e não atendem às necessidades básicas do uso diário, o que pode comprometer diretamente a rotina escolar. Além da questão estrutural dos itens, Naide também levantou dúvidas sobre o custo da aquisição, apontando possível discrepância entre o preço pago pela administração municipal e os valores praticados no mercado.
De acordo com os dados apresentados, foram adquiridas 18.300 mochilas, ao custo unitário de R$ 99,80, totalizando um investimento de R$ 1.826.340,00. Os números reforçaram os questionamentos da vereadora sobre a relação entre preço e qualidade dos materiais entregues à rede municipal de ensino.
Durante a discussão, a parlamentar apresentou um modelo alternativo que, segundo sua análise, possui melhor acabamento, maior resistência e custo mais acessível. A mochila apresentada por Naide foi adquirida por R$ 60 no varejo e, de acordo com ela, apresenta qualidade superior à distribuída pela prefeitura. A vereadora ainda destacou que, em compras em larga escala, o valor poderia cair para cerca de R$ 30 por unidade, o que ampliou o debate sobre possível economicidade e eficiência na aplicação dos recursos públicos.
A comparação intensificou os questionamentos sobre os critérios adotados nos processos de compra e a efetividade dos gastos destinados à educação.
Em manifestação pública, Naide Santos destacou que a discussão vai além do produto em si.
“Não é sobre uma mochila. É sobre responsabilidade com o dinheiro público”, afirmou.
A vereadora também questionou a ausência de respostas a ofícios encaminhados ao Executivo, relatando cobranças ignoradas e demandas que, segundo ela, permanecem sem solução.
A situação reacende o debate sobre transparência e controle na gestão pública, especialmente em áreas sensíveis como a educação. Para a parlamentar, a fiscalização é uma obrigação do mandato e um compromisso com a população.
“Quando o valor não fecha, quem paga essa conta é a população”, pontuou.
Até o momento, o Executivo municipal não apresentou esclarecimentos detalhados sobre os critérios técnicos e financeiros adotados na aquisição das mochilas. O caso segue repercutindo entre a comunidade e pode gerar novos desdobramentos no Legislativo local, com possíveis pedidos de apuração mais aprofundada sobre o processo de compra.








