Aos 67 anos, Maria das Graças Landim de Carvalho Caiado, a Gracinha Caiado (União Brasil), disputa pela primeira vez um cargo eletivo. Ex-primeira-dama de Goiás e esposa do candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), ela concorre a uma das vagas do Estado no Senado Federal.
Natural de Feira de Santana, na Bahia, Gracinha é formada em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Antes de ganhar projeção na política goiana, teve participação no movimento agropecuário e integrou a União Democrática Ruralista (UDR). Foi nesse ambiente que conheceu Ronaldo Caiado, em 1986. Os dois se casaram em 1990 e têm duas filhas, Maria e Marcela.
Braço direito de Caiado
Ao longo da trajetória política do marido, Gracinha atuou nos bastidores e nos escritórios de representação parlamentar em Goiânia. Sua maior exposição pública ocorreu durante os dois mandatos de Caiado no Governo de Goiás.
Entre 2019 e 2026, foi coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais e presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). Nesse período, esteve ligada ao Goiás Social e a iniciativas como Mães de Goiás, Aluguel Social e Crédito Social.
A candidatura ao Senado representa, portanto, uma mudança em sua trajetória: depois de décadas participando da atividade política sem concorrer diretamente nas urnas, Gracinha passou a disputar um mandato próprio.
Caiado foi para o PSD; Gracinha permaneceu no União Brasil
O casal também seguiu caminhos partidários diferentes em 2026. Ronaldo Caiado deixou o União Brasil e oficializou sua filiação ao PSD em 14 de março, dentro de sua movimentação para disputar a Presidência da República. Em julho, sua candidatura presidencial foi oficializada pelo partido.
Gracinha permaneceu no União Brasil, legenda à qual está filiada desde 2023, e foi lançada candidata ao Senado por Goiás. Sua chapa tem Alexandre Baldy (Progressistas) e Fião (União Brasil) como suplentes.
Assim, enquanto Caiado tenta chegar ao Palácio do Planalto, Gracinha busca transformar a experiência acumulada nos bastidores políticos e na área social do governo estadual em seu primeiro mandato conquistado diretamente pelo voto.








