O vereador Fabrício Rosa utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Goiânia nesta terça-feira para comentar a prisão do vereador Zander Fábio, alvo de uma operação que investiga supostos desvios de recursos públicos. Em um discurso marcado por críticas à corrupção e cobranças por mais rigor nas investigações, o parlamentar também recorreu à ironia e a uma paródia para abordar o caso.
Nas redes sociais, Fabrício compartilhou um vídeo do pronunciamento acompanhado da legenda: “Bom dia, o sol bateu lá na igrejinha…”, em referência ao discurso realizado na tribuna.
Durante sua fala, o vereador destacou que a investigação conduzida pelas autoridades aponta indícios de um esquema envolvendo emendas parlamentares, entidades de fachada, pagamentos considerados suspeitos e ausência de comprovação da execução de serviços contratados. Entre os crimes investigados estão peculato, falsidade ideológica, fraude na execução de convênios e associação criminosa.
Fabrício Rosa parabenizou o trabalho do Ministério Público e da Polícia Civil de Goiás e defendeu o aprofundamento das apurações.
“Goiânia precisa ver essa investigação avançar e chegar em quem mais estiver envolvido”, afirmou.
O parlamentar também relacionou os supostos desvios ao impacto nos serviços públicos. Segundo ele, quando recursos públicos deixam de cumprir sua finalidade, áreas essenciais acabam sendo prejudicadas.
“Quando dinheiro público some, quem paga a conta é a população. Falta recurso na saúde, na cultura, na assistência e em serviços que deveriam chegar na ponta”, declarou.
Em um dos trechos mais contundentes do discurso, Fabrício afirmou que as investigações não devem se limitar aos envolvidos já identificados.
“Que venham os próximos. Que caiam todos os corruptos da política goiana, sem blindagem, sem proteção de mandato, sem acordo por cima e sem esconderijo”, disse.
O vereador também incentivou cidadãos, entidades e grupos que possuam informações relacionadas ao caso a procurarem os canais oficiais de denúncia da Polícia Civil, como o telefone 197, o Disque-Denúncia 181 e a Delegacia Virtual.
Ao encerrar o pronunciamento, Fabrício reforçou que o exercício de cargos públicos não deve servir como proteção contra investigações.
“Cargo público não é escudo. Igreja não é esconderijo. Dinheiro público é dinheiro do povo”, concluiu.
A operação que resultou na prisão de Zander Fábio segue em andamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório durante o curso das apurações.








