O Partido dos Trabalhadores (PT) já conta com três nomes oficialmente inscritos para disputar o Governo de Goiás em 2026: Cláudio Curado, Luis Cesar Bueno e Valério Luiz Filho. Os três têm intensificado as movimentações políticas e ampliado a presença nas redes sociais em busca de espaço dentro da legenda.
Nos bastidores do partido, porém, segue a expectativa em torno de uma possível “candidatura-surpresa”, assunto que continua movimentando lideranças petistas em Goiás e também em Brasília.
Segundo relatos de integrantes do PT ouvidos em entrevista, a deputada federal Adriana Accorsi teria comunicado à cúpula nacional da legenda que não pretende disputar o Palácio das Esmeraldas em 2026. Apesar de aparecer como o nome petista mais competitivo nas pesquisas de intenção de voto, Adriana ocupa atualmente a terceira colocação em cenários eleitorais, atrás do governador Daniel Vilela, do MDB, e do ex-governador Marconi Perillo, do PSDB.
De acordo com fontes ligadas ao partido, Adriana Accorsi argumentou que uma candidatura ao governo poderia comprometer a bancada federal do PT em Goiás. A avaliação interna é de que, sem ela na disputa para a Câmara dos Deputados, a legenda corre o risco de eleger apenas um parlamentar federal, provavelmente Rubens Otoni. Já com Adriana na chapa proporcional, o partido acredita ser possível conquistar entre duas e três vagas.
Além de Rubens Otoni e Adriana Accorsi, também aparecem entre os nomes cotados para a Câmara o vereador Edward Madureira e o ex-tesoureiro nacional do PT Delúbio Soares.
A possível desistência de Adriana Accorsi da disputa ao governo, no entanto, não teria sido bem recebida pela direção nacional petista. Fontes próximas ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmam que a prioridade da legenda em 2026 será a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos bastidores, lideranças nacionais avaliam que uma candidatura competitiva ao Governo de Goiás seria estratégica para fortalecer o palanque de Lula no Estado. Um integrante do partido ouvido em entrevista resumiu a preocupação: “De que adianta eleger Adriana Accorsi deputada federal se Lula perder a reeleição em Goiás?”.
Ainda segundo interlocutores ligados ao PT em Brasília, existe a possibilidade de novas articulações políticas nos próximos meses. Um dos cenários cogitados seria um convite do presidente Lula para que a vereadora Aava Santiago dispute o Governo de Goiás em uma composição apoiada pelo campo progressista.








