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Primeira Turma do STF forma maioria para manter Bolsonaro em prisão preventiva

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, às 8h desta segunda-feira (23/11), o julgamento que analisa o referendo da decisão do ministro Alexandre de Moraes que levou à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com os votos de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, o colegiado formou maioria para manter Bolsonaro preso.

A prisão preventiva havia sido decretada no sábado (22/11) após a constatação de violação da tornozeleira eletrônica e indícios de tentativa de fuga.

Voto de Moraes abriu a sessão

Relator do caso, Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar. Em sua manifestação, afirmou:

“Voto no sentido de referendar a decisão de converter as medidas cautelares anteriormente impostas em prisão preventiva de Jair Messias Bolsonaro.”

O ministro destacou que laudos técnicos confirmam que Bolsonaro “violou dolosa e conscientemente” o equipamento de monitoramento, e lembrou que o ex-presidente já havia descumprido outras medidas cautelares anteriormente impostas no processo.

Moraes mencionou ainda a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na porta da residência do pai, que segundo o ministro reproduz o modus operandi de mobilizações ilegais já identificadas na investigação da trama golpista.

Na audiência de custódia realizada no domingo (23/11), Bolsonaro alegou que danificou a tornozeleira durante um “surto”, causado por uma combinação de medicamentos controlados — justificativa que Moraes rejeitou.

Dino fala em “periculosidade” e reforça padrão de fugas

Segundo a votar, o presidente da Primeira Turma, Flávio Dino, acompanhou integralmente o relator e afirmou que:

“A condenação de Bolsonaro pelos atos golpistas presta-se inclusive a comprovar a periculosidade do agente.”

Dino citou as recentes fugas de aliados do ex-presidente, como Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, que deixaram o país após serem condenados pelo STF.

Para Dino, esses episódios reforçam a existência de uma “ambiência vulneradora da ordem pública”, associada à organização criminosa atribuída a Bolsonaro:

“As fugas citadas mostram profunda deslealdade com as instituições pátrias, compondo um deplorável ecossistema criminoso.”

Zanin acompanha relator e consolida maioria

O terceiro voto veio do ministro Cristiano Zanin, que acompanhou integralmente Moraes e Dino, formando a maioria necessária para manter Bolsonaro preso.

Com isso, a Primeira Turma confirma a legalidade e a necessidade da prisão preventiva, que permanecerá vigente enquanto durar o risco à aplicação da lei penal, à ordem pública e ao andamento do processo.

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