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Preso em nova operação: vereador de Goiânia volta ao centro de investigação sobre emendas milionárias

O vereador em exercício de Goiânia e ex-secretário municipal de Cultura, Zander Fábio, foi preso na manhã desta terça-feira (26) durante uma operação da Polícia Civil de Goiás que investiga um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares. De acordo com informações preliminares, o parlamentar estava em uma igreja quando foi abordado pelos agentes. Ao todo, três pessoas foram presas na ação.

A prisão reacende um caso que já vinha provocando forte repercussão nos bastidores da política goiana desde 2025. Atualmente ocupando uma cadeira na Câmara Municipal como suplente durante a licença da vereadora Leia Klebia, Zander volta a ser alvo das investigações após já ter sido citado em uma operação anterior relacionada à destinação de recursos públicos para organizações investigadas por supostas irregularidades.

Segundo as apurações da Polícia Civil, quando estava à frente da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), Zander autorizou o pagamento de emendas parlamentares que somam cerca de R$ 1,8 milhão para duas Organizações Não Governamentais investigadas. Embora possuíssem CNPJs distintos, as entidades estariam ligadas ao mesmo grupo econômico familiar.

De acordo com informações divulgadas pela investigação, uma das instituições teria sido transformada em associação sem fins lucrativos e alterado sua razão social pouco antes de receber uma emenda no valor de R$ 339 mil. Outra transferência investigada alcança R$ 1,5 milhão. As emendas foram destinadas pelos então parlamentares Sargento Novandir e Leandro Sena, sendo os pagamentos executados pela Secretaria de Cultura em 2024.

O caso ganhou ainda mais repercussão em julho do ano passado, quando Zander Fábio foi alvo de buscas em uma operação da Polícia Civil. Na ocasião, agentes encontraram esmeraldas durante o cumprimento dos mandados em sua residência, fato que chamou a atenção da opinião pública e ampliou o debate sobre a gestão dos recursos investigados.

Segundo informações divulgadas pelo Jornal Opção, uma das entidades investigadas seria o Instituto Vida. Levantamentos apontam que as emendas com valores correspondentes aos investigados constavam na Lei Orçamentária Anual daquele exercício. Ainda conforme os dados apurados, ambas as instituições tinham como presidente Jean Jesus Magno Lima e Silva.

A nova operação ocorre em um momento de forte cobrança por transparência na aplicação de recursos públicos e pode ampliar a pressão sobre o meio político da capital. Até o fechamento desta reportagem, a defesa de Zander Fábio não havia se manifestado sobre a prisão. O espaço permanece aberto para posicionamentos dos citados.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil de Goiás, que busca esclarecer a destinação dos recursos e a eventual participação dos envolvidos no suposto esquema. Enquanto isso, o caso promete gerar novos desdobramentos políticos e jurídicos nos próximos dias, repercutindo tanto na Câmara Municipal quanto nos bastidores da administração pública goiana.

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