O secretário da Fazenda de Goiânia, Oldair Marinho, afirmou que o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus) deve agilizar a solução de problemas emergenciais nos postos e centros de saúde da capital.
A proposta prevê que recursos sejam enviados diretamente para as unidades, permitindo pagamentos rápidos de despesas consideradas urgentes, sem depender de processos centralizados de licitação.
Segundo Oldair, o objetivo não é aumentar os gastos da saúde, mas acelerar atendimentos e demandas imediatas.
“O Pafus significa dinheiro na unidade de saúde para pronto pagamento de despesas que surgem imediatamente. Isso dá rapidez”, afirmou.
De acordo com o secretário, os recursos já fazem parte do percentual constitucional obrigatório destinado à saúde. A previsão é que o programa tenha cerca de R$ 10 milhões a partir de 2027, com estimativa de aproximadamente R$ 200 mil para cada unidade municipal.
Oldair comparou o modelo ao sistema de autonomia financeira já utilizado na educação municipal.
“Assim como existe dinheiro direto na escola, a ideia é dar mais velocidade ao atendimento das necessidades da saúde”, disse.
Durante a entrevista, o secretário também afirmou que a gestão do prefeito Sandro Mabel conseguiu recuperar o equilíbrio fiscal da prefeitura. Segundo ele, Goiânia encerrou 2025 com superávit e retomou a nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional.
Com a melhora fiscal, a prefeitura voltou a negociar financiamentos com instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Oldair Marinho também comentou as negociações envolvendo o reajuste do piso do magistério municipal, afirmando que os estudos financeiros já foram concluídos e o projeto segue em fase de elaboração para envio à Câmara Municipal.
O projeto do Pafus foi aprovado por unanimidade na Comissão de Finanças, Orçamento e Economia da Câmara Municipal de Goiânia e deve ser votado em plenário nos próximos dias.








