A prisão do vereador em exercício de Goiânia, Zander Fábio, durante operação da Polícia Civil nesta terça-feira (26), provocou reação imediata da direção estadual do Podemos. Em nota enviada à imprensa, o presidente da legenda em Goiás e deputado federal Glaustin da Fokus afirmou que o partido acompanhará o andamento das investigações e somente fará qualquer avaliação ou deliberação após a conclusão dos fatos apurados pelas autoridades.
A manifestação ocorre poucas horas após a deflagração da operação que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos ligados à Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, os recursos teriam sido desviados por meio de contratações diretas sem licitação, realizadas ao longo de 2024.
Na nota, Glaustin destacou que os cargos ocupados por Zander Fábio durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz não foram indicações partidárias do Podemos. O dirigente também ressaltou que o parlamentar não exercia mandato de vereador no período investigado, entre 2021 e 2024, tendo assumido uma cadeira na Câmara Municipal apenas em 4 de abril de 2026, na condição de suplente.
“O Podemos reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência, ao mesmo tempo em que assegura ao filiado o direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme prevê a Constituição Federal e o estatuto partidário”, informou a legenda.
Polícia aponta suposta associação criminosa
De acordo com a investigação, a organização criminosa seria composta por agentes públicos e particulares que teriam criado empresas de fachada e utilizado contas bancárias para movimentar recursos provenientes de contratos firmados com a Secretaria Municipal de Cultura.
A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva. Entre os presos estão Zander Fábio, Jean Jesus Magno e Welton da Silva Nogueira.
Jean Jesus Magno preside o Instituto Vida, entidade que já havia sido citada em investigações anteriores envolvendo o recebimento de emendas parlamentares destinadas à área cultural. A Polícia Civil apura a destinação e a execução dos recursos repassados à instituição.
Ex-vereador também é alvo
Além das prisões, a operação cumpriu mandado de busca e apreensão contra o ex-vereador Leandro Sena. Conforme investigações já divulgadas anteriormente, emendas parlamentares de sua autoria teriam sido destinadas ao Instituto Vida, uma das entidades sob análise dos investigadores.
O caso amplia a repercussão política de uma investigação que já vinha sendo acompanhada por órgãos de controle e pela própria Polícia Civil desde o ano passado. Com a nova fase da operação, a expectativa é de que os investigadores aprofundem a análise sobre a origem, a destinação e a execução dos recursos públicos envolvidos.
Até o momento, as defesas dos investigados não haviam se manifestado publicamente sobre as acusações. O espaço permanece aberto para posicionamentos dos citados.








