
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras e também possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. A nova prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A defesa do empresário afirmou que ele sempre colaborou com as investigações, negou irregularidades e disse confiar no devido processo legal. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também era alvo de mandado de prisão e se apresentou à Polícia Federal.
O caso ganhou ainda mais repercussão após revelações da jornalista Míriam Leitão, feitas durante o telejornal Bom Dia Brasil. Segundo ela, mensagens encontradas nos celulares de Vorcaro indicariam ameaças contra pessoas que ele considerava adversárias, incluindo jornalistas. De acordo com a apuração, as conversas mostrariam que o ex-banqueiro discutia ações violentas com um suposto “sicário”, espécie de capanga, mencionando inclusive simulação de sequestro e agressões físicas contra determinados alvos.
Ainda segundo Míriam Leitão, essas ameaças foram determinantes para o novo pedido de prisão autorizado pelo STF. A investigação também alcança servidores do Banco Central do Brasil. Dois funcionários da instituição, Paulo Souza, ex-diretor de supervisão bancária, e Belino Santana, foram afastados desde janeiro após surgirem suspeitas de envolvimento no caso. As autoridades seguem analisando os desdobramentos da investigação, que já envolve diferentes inquéritos e tem elevado a tensão nos bastidores políticos e econômicos em Brasília.







