A tensão entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) voltou a aumentar após um drone russo atingir território da Romênia, país integrante da aliança militar ocidental. O episódio levou o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, a afirmar que a organização está pronta para defender “cada centímetro do território aliado”.
A declaração ocorreu após conversa com o presidente romeno, Nicușor Dan, e representa uma das reações mais duras da Otan desde os recentes incidentes envolvendo países vizinhos da Ucrânia.
Drone atingiu prédio residencial
Segundo o Ministério da Defesa da Romênia, o drone entrou no espaço aéreo do país durante a madrugada, foi monitorado pelos radares militares e acabou atingindo o telhado de um prédio residencial na região de Galați, próxima à fronteira ucraniana.
O impacto provocou incêndio e deixou duas pessoas feridas.
Após o incidente, Nicușor Dan informou que comunicou formalmente os aliados da Otan e pretende levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU.
“A Romênia não aceitará que a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia seja transferida para seus cidadãos”, afirmou o presidente romeno.
Otan reforça discurso de dissuasão
Mark Rutte classificou a ação como mais uma demonstração do comportamento “imprudente” da Rússia e reiterou que a aliança continuará fortalecendo sua capacidade de defesa, especialmente no flanco oriental europeu.
O secretário-geral também voltou a defender o encerramento da guerra na Ucrânia e afirmou que a Otan seguirá apoiando Kiev militar e politicamente.
União Europeia promete novas sanções
A reação não ficou restrita à Otan. A presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que o ataque em território romeno representa mais um agravamento da crise.
Segundo ela, a União Europeia trabalha na elaboração de um novo pacote de sanções contra Moscou, que poderá ampliar as restrições econômicas já impostas ao governo russo.
Incidente aumenta preocupação com expansão do conflito
Analistas internacionais avaliam que o episódio aumenta a preocupação com o risco de incidentes envolvendo países membros da Otan localizados próximos à fronteira ucraniana.
Embora a aliança não tenha indicado qualquer resposta militar imediata, o ataque reacende o debate sobre segurança coletiva e eleva a pressão diplomática sobre o governo de Vladimir Putin em meio ao prolongamento da guerra no leste europeu.
O incidente também ocorre em um momento de reforço militar da Otan na Europa Oriental, região considerada estratégica para a contenção de possíveis avanços do conflito além das fronteiras da Ucrânia.








