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Na Câmara, PL define diretrizes para fortalecer o futebol feminino

A proposta do Executivo prioriza a modalidade nas políticas públicas e a profissionalização das competições; confira

O Projeto de Lei 4578/25 define diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta torna o futebol feminino prioridade na política pública esportiva e cria regras para a profissionalização das competições.

Entre as diretrizes estão a promoção do direito ao esporte; o respeito à gravidez e à maternidade; e o combate à discriminação e à violência contra mulheres no futebol brasileiro. De autoria do Poder Executivo, o texto também assegura às organizações formadoras de futebol feminino os mesmos direitos e benefícios concedidos às entidades do futebol masculino.

Na justificativa, o ministro do Esporte, André Fufuca, destaca que a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, prevista para ocorrer no Brasil, representa uma oportunidade para avanços na modalidade.

 

Fachada do Ministério do Esporte (e outras pastas), com sede em Brasília | Imagem: Reprodução
Fachada do Ministério do Esporte (e outras pastas), com sede em Brasília | Imagem: Reprodução

 

“Pretende-se que o legado da Copa de 2027 seja, primordialmente, em benefício da inserção e da profissionalização da mulher no futebol.” Declarou.

O ministério também deverá orientar a profissionalização das competições oficiais, reduzir desigualdades em relação ao futebol masculino e estimular a participação de mulheres em funções como gestão, arbitragem, direção técnica e outras atividades profissionais.

O texto prevê ainda que as partidas sejam realizadas, preferencialmente, em estádios com presença de torcedores, observados critérios mínimos de lotação e qualidade. O Ministério do Esporte deverá elaborar, em articulação com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), federações, clubes e outras entidades, protocolos para combater discriminação, intolerância e violência contra mulheres no futebol.

Lei Geral do Esporte

O projeto altera a Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/23) e amplia as obrigações das organizações formadoras de atletas. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado por uma comissão especial a ser criada e para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

 

Fonte: Agência Câmara (com adaptações)

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