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Na Câmara, debatedores criticam Argentina por acirrar disputas no rio Paraná

Uma hidrovia deve conectar Cáceres (MT) a Nueva Palmira (Uruguai), para facilitar o transporte de cargas entre os países; confira
Foto: Reprodução

Representante do governo e empresários criticaram nesta terça-feira, dia 20, a falta de transparência da Argentina na gestão da hidrovia Paraguai-Paraná. Segundo eles, a atuação do governo argentino tem contribuído para acirrar as disputas na mais extensa hidrovia da América do Sul.

Eles participaram de debate na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. A hidrovia, com 3.4 mil km de extensão, deverá conectar Cáceres (MT) a Nueva Palmira (Uruguai), facilitando o transporte de cargas e o comércio entre os países do estuário da Prata.

Para o embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, que dirige o departamento de América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, as relações intergovernamentais sobre a hidrovia devem pautar-se pela previsibilidade regulatória e busca de consenso. Ele avalia que o consenso sobre a gestão da hidrovia Paraguai-Paraná requer uma mudança de mentalidade, tendo em vista que o histórico de relações entre os países do estuário do Prata é baseado na competição.

O Brasil ocupou a presidência pro-tempore do comitê intergovernamental da hidrovia entre agosto de 2023 e março de 2025. O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), que solicitou o debate, afirmou que o Brasil  “não pode ficar à mercê de outros”, sobretudo diante dos impactos negativos na competitividade das commodities.

 

Deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) | Imagem: Reprodução
Deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) | Imagem: Reprodução

 

Ele cobrou da diplomacia brasileira atuação no comitê gestor para garantir mais transparência na próxima licitação do trecho argentino. Ele defendeu que a concessão do trecho – segundo ele, o maior projeto de dragagem do mundo – seja fatiada entre diversas empresas, com o objetivo de baratear o custo do pedágio.

O presidente da DTA acredita que em 2030 a hidrovia deverá movimentar 140 milhões de toneladas de carga, sendo ⅓ de origem brasileira. Segundo ele, os produtores de commodities estão com os interesses voltados para as vias fluviais como meio de escoar seus produtos por menor custo. Ele destacou a atuação da mineradora LHG Mining, do Grupo J&F, líder na produção de minério de ferro e manganês, que recentemente investiu

 

Fonte: Agência Câmara (com adaptações)

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