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Moro enfrenta resistência do próprio partido para 2026

Nenhum dos quatro deputados federais do União no Paraná endossou o nome de Moro; veja

O senador Sergio Moro (União-PR) enfrenta falta de apoio dentro de seu próprio partido, o União Brasil, para se candidatar a governador do Paraná em 2026. O Diretório do PP no Paraná rejeitou candidatura de Moro.

O partido, que caminha para formar uma federação com o União Brasil, decidiu por unanimidade que não vai homologar a candidatura dele ao governo estadual. A decisão teve o aval do presidente nacional da sigla, Ciro Nogueira (PP-PI).

Presidente do União, Antonio Rueda saiu em defesa do senador. Ele chamou o veto do diretório estadual de “arbitrário”, afirmou que vai insistir na candidatura e que a intenção é dialogar com o Progressistas no âmbito da federação.

Apesar da declaração de Rueda, Moro deve ter dificuldade de se viabilizar. Parlamentares afirmam que, embora tenha se saído bem nas pesquisas eleitorais, o senador não tem uma boa relação com políticos do estado e é considerado ausente.

Ricardo Barros, líder do PP paranaense, diz que o impasse será decidido pela direção nacional da federação. Segundo o deputado, Moro conversou com quase todos os membros do diretório estadual para buscar adesão à sua candidatura, mas não conseguiu.

Parlamentares levantam a possibilidade de a candidatura de Moro causar uma debandada. Eles ressaltam que prefeitos e deputados podem sair do União para apoiar o nome indicado por Ratinho, que ainda não foi definido.

Há alguns nomes cotados para suceder Ratinho. Entre eles, o deputado Alexandre Curi (PSD), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Rafael Greca (PSD), ex-prefeito de Curitiba, e Guto Silva (PSD), secretário estadual das Cidades.

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