
O líder venezuelano, Nicolás Maduro, usou seu programa de TV na segunda-feira (17) para se dirigir diretamente à comunidade internacional, fazendo um apelo em inglês contra a escalada militar na região.
Diante da crescente pressão militar dos Estados Unidos, Maduro reafirmou o compromisso da Venezuela com a diplomacia.
“Diálogo, sim. Paz, sim. Guerra, não. Nunca, nunca guerra,” declarou Maduro, olhando diretamente para a câmera.
Tensão com os EUA e Movimentação Militar
O apelo de Maduro acontece em um contexto de alta tensão militar e retórica agressiva entre Caracas e Washington:
Maduro afirmou que a Venezuela se engajará com qualquer nação disposta a conversar, mas alertou contra a agressão estrangeira, citando uma carta recente de um pastor evangélico.
Trump Não Descarta Tropas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na mesma segunda-feira (17) que não descarta o envio de tropas americanas para a Venezuela. No entanto, Trump também expressou disposição para ouvir propostas diretas de Maduro para evitar uma escalada militar.
O Pentágono anunciou no domingo (16) que o maior porta-aviões da Marinha americana, o Gerald R. Ford, com cinco mil militares e dezenas de aviões de guerra, e seu grupo de ataque, foi deslocado para o Caribe. Esta força se soma aos oito navios de guerra, um submarino nuclear e caças F-35 já posicionados na região.
Ataques a Barcos e a Posição da Casa Branca
Até o momento, o governo Trump tem focado em bombardear barcos supostamente carregados de drogas que partem da costa da Venezuela e de outros países latino-americanos.
Grupos de direitos humanos condenaram esses ataques, classificando-os como execuções extrajudiciais de civis. A Casa Branca defende que os Estados Unidos estão em guerra contra os cartéis de drogas e que, em conflitos armados, tribunais não são necessários.
Maduro já havia alertado que uma intervenção militar dos EUA representaria o “fim político” de Trump.







