Com o fim do recesso parlamentar, a Prefeitura de Goiânia deve encaminhar à Câmara Municipal de Goiânia dois projetos considerados prioridade pela gestão do prefeito Sandro Mabel (UB). As propostas tratam da reestruturação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas) e da implantação do programa Morar no Centrão, voltado à revitalização da região central da capital.
Segundo Mabel, os textos estão em fase final de elaboração e devem chegar ao Legislativo logo no início das sessões.
Imas passa por reformulação
Na área da saúde, o principal foco é o Imas, que enfrenta uma crise financeira estimada em cerca de R$ 220 milhões. A proposta da prefeitura prevê uma reformulação profunda no modelo de gestão do instituto.
A ideia é separar a administração geral, que continuará sob responsabilidade do município, da gestão técnica do plano de saúde, que deverá ser assumida por uma empresa especializada, contratada por meio de licitação.
“Vamos entregar a parte técnica para quem sabe tocar. Até empresas especializadas do mercado têm dificuldade. Imagina o poder público, sem essa expertise”, afirmou o prefeito.
O projeto de lei já foi assinado pela presidente do Imas e aguarda envio à Câmara. Entre os pontos mais sensíveis está a mudança no modelo de contribuição dos servidores. Hoje, o desconto é de 4% do salário, com direito à inclusão de todo o grupo familiar, o que, segundo a gestão, tem causado desequilíbrio financeiro. A nova proposta prevê a adoção de critérios atuariais, com cobrança por faixa etária, tema que ainda será debatido com vereadores, conselhos e sindicatos.
Morar no Centrão
Outra aposta da gestão é o programa Morar no Centrão, que busca reocupar imóveis vazios na região central de Goiânia. De acordo com Mabel, o Centro tem atualmente cerca de nove mil moradores, número que a prefeitura quer ampliar para aproximadamente 25 mil.
Para isso, o município planeja conceder cerca de 10 mil subsídios ao aluguel para pessoas que já pagam aluguel em outras regiões da cidade e desejam se mudar para imóveis desocupados no Centro.
O prefeito fez questão de diferenciar a iniciativa de programas de aluguel social.
“Não é aluguel social. É um incentivo para estimular a ocupação residencial e fortalecer o comércio local. O Centro precisa de gente morando e circulando”, explicou.
A expectativa da prefeitura é que o programa ajude a revitalizar a região central, movimentar a economia local e dar novo uso a prédios hoje ociosos.




