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Lula demite presidente do INSS e servidora de carreira assume com missão de reduzir fila

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou, nesta segunda-feira (13), o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Gilberto Waller, que estava no comando do órgão há 11 meses.

Para o cargo foi nomeada a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira, que assume com a missão prioritária de reduzir a fila de análise de benefícios.

Fila recorde pressionou gestão

Um dos principais desafios enfrentados por Waller foi o aumento expressivo da fila do INSS. No início de 2026, o número de pedidos em análise superou 3,1 milhões, atingindo o maior patamar da série histórica.

Em nota, o Ministério da Previdência Social afirmou que Ana Cristina assume a presidência com a “missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do instituto”.

O ministro Wolney Queiroz destacou que a nova presidente tem perfil técnico para conduzir o que chamou de “novo momento” do órgão.

Bastidores e tensão interna

Nos últimos meses, o agora ex-presidente teria enfrentado desgaste interno e divergências com o Ministério da Previdência. Houve episódios de mudanças administrativas realizadas durante seu período de férias, além de movimentações na estrutura do instituto sem sua participação direta.

Waller havia sido nomeado em abril de 2025, após a saída de Alessandro Stefanutto, demitido na esteira das investigações sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Quem é Ana Cristina

Graduada em Direito, Ana Cristina Viana Silveira é analista do Seguro Social desde 2003. Entre 2020 e 2024, atuou como professora de Direito Previdenciário.

Ela presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) entre abril de 2023 e fevereiro de 2026, período em que, segundo o ministério, dobrou a capacidade de análise de recursos. Antes de assumir o INSS, ocupava o cargo de secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência.

Novo foco da gestão

A troca no comando do INSS ocorre em meio à pressão por respostas mais rápidas na concessão de benefícios e à necessidade de reorganização interna do órgão.

A expectativa do governo é que a nova gestão consiga reduzir o estoque de processos pendentes e melhorar o tempo médio de análise, tema que tem gerado críticas recorrentes e impacto direto sobre milhões de segurados.

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