Moradores do Irã relatam um cenário de maior repressão e endurecimento do regime após a guerra com os Estados Unidos. Segundo testemunhos ouvidos pela imprensa internacional, o governo não apenas resistiu ao conflito como saiu fortalecido, adotando uma postura mais rígida e, em alguns casos, descrita como vingativa.
Nas ruas de Teerã, a presença de forças de segurança e símbolos do regime se intensificou. Imagens de líderes mortos e novos nomes no comando passaram a dominar o espaço público, enquanto manifestações que surgiram durante o período de instabilidade perderam força diante do aumento do controle estatal.
Relatos de cidadãos, que preferem não se identificar por medo de retaliação, indicam que o ambiente interno se tornou mais tenso. Há receio de que o governo utilize o contexto pós-guerra para justificar medidas mais duras contra opositores e restringir ainda mais liberdades civis.
Mesmo com o fim dos confrontos diretos e a adoção de um cessar-fogo, a percepção entre parte da população é de que o conflito deixou como legado um regime mais consolidado e menos tolerante a críticas, aprofundando o clima de insegurança dentro do país.








