O presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), ressaltou que a aprovação da PEC que acaba com a escala 6X1 (um dia de descanso e 44 horas semanais) e fixa jornada semanal de 40 horas é a maior mudança para os trabalhadores desde a Constituição de 1988. Esta aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos.
Motta ressaltou três pilares inegociáveis tanto para a Câmara como para o governo federal: redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários dos trabalhadores. Os gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de quase R$ 1 bilhão com afastamentos e licenças foram apontados por Motta como justificativa para defender a proposta.
Motta afirmou que o Brasil está entre os países com maior carga horária de trabalho do mundo e convive, há décadas, com estagnação da produtividade. A redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores.
O presidente da Casa do Povo:
“Senhoras deputadas e senhores deputados,
Muitos trabalhadores saem de casa cedo para o trabalho e voltam tarde para casa. Ainda encontram outras tarefas à sua espera. Não podem usufruir de tempo, de convívio familiar, de lazer, de cuidados com a saúde e da busca de conhecimento. Este cenário é ainda pior para as mulheres, que acumulam jornadas triplas de trabalho.
[…]
A Câmara dos Deputados cumpriu o seu papel constitucional com coragem. Debatemos. Dialogamos. Divergimos. Construímos consensos possíveis e contamos muito com o apoio do presidente Lula nessa jornada. Tenho muita honra e felicidade de presidir a Câmara dos Deputados neste momento histórico, em que o Parlamento brasileiro entrega ao país uma reforma voltada à vida das pessoas. Muito obrigado!” Declarou Hugo Motta.
Fonte: Agência Câmara (com adaptações)








