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Greve da educação em Goiânia expõe crise dos servidores administrativos, afirma Bia de Lima

A deputada estadual Bia de Lima afirmou que a situação dos servidores administrativos da rede municipal de ensino de Goiânia continua sendo um dos principais impasses da greve da educação. Segundo a parlamentar, apesar do avanço nas negociações para pagamento do piso salarial dos professores, os técnicos administrativos seguem enfrentando baixos salários, suspensão de progressões e falta de valorização profissional.

Em entrevista, Bia destacou que o prefeito em exercício, Anselmo Pereira, agiu rapidamente ao encaminhar à Câmara Municipal o projeto que garante o pagamento do piso dos professores a partir de maio, com retroativo referente a abril. No entanto, ela lembrou que a legislação federal determina que o reajuste deveria ser aplicado desde janeiro.

“Provavelmente caberá ao Sintego, no momento oportuno, entrar judicialmente cobrando essa diferença”, declarou.

A deputada afirmou que a maior insatisfação da categoria está entre os servidores administrativos, que já realizaram paralisações em anos anteriores e enfrentam salários considerados insuficientes.

“Muitos ganham menos que o mínimo, salários ínfimos. Hoje estamos falando de R$ 1.500”, disse.

Ela também criticou a ausência de um plano de carreira efetivo e relatou casos de adoecimento entre trabalhadores da rede, especialmente merendeiras responsáveis por atender centenas de alunos diariamente.

Bia de Lima também apontou que processos de progressão funcional seguem suspensos e que pagamentos só estariam sendo garantidos por meio de decisões judiciais. Outro ponto citado é a aplicação da lei do “descongela”, aprovada no início do ano, mas que, segundo a parlamentar, ainda não foi efetivada pela prefeitura para devolução do tempo de serviço dos servidores.

A deputada mencionou ainda a situação dos profissionais da educação infantil contemplados pela Lei 15.326, que estabelece piso para trabalhadores com formação específica, mas que, segundo ela, continuam recebendo pouco acima do salário mínimo.

“O sentimento é de revolta e chateação, com razão. A greve está em pleno vapor”, afirmou.

Uma nova assembleia da categoria está marcada para a próxima terça-feira (19), quando os trabalhadores devem avaliar os rumos da paralisação e possíveis avanços nas negociações com a gestão do prefeito Sandro Mabel.

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