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Goiânia poderá ter atendimento psicológico nas escolas para alunos com TEA, TDAH e dificuldades emocionais

FOTO: REPRODUÇÃO

Os estudantes das redes pública e privada de Goiânia poderão passar a contar com acompanhamento psicológico e psicossocial dentro das unidades escolares. A Câmara Municipal de Goiânia aprovou o projeto que cria o Programa de Atendimento em Saúde Mental Escolar (PASME), iniciativa voltada ao suporte de alunos com dificuldades emocionais, comportamentais e de aprendizagem.

O projeto prevê atendimento especializado para estudantes com condições como Transtorno do Espectro Autista e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, além de outras questões relacionadas à saúde mental e inclusão escolar.

De autoria do vereador Heyler Leão, o texto tramitou por cerca de seis meses antes de ser aprovado em plenário. A proposta estabelece a atuação de profissionais como psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais no ambiente escolar, permitindo a identificação precoce de transtornos e o acompanhamento contínuo dos estudantes.

Segundo o projeto, os atendimentos deverão ocorrer dentro das próprias escolas, facilitando o acesso ao diagnóstico e ao suporte especializado, especialmente para famílias que enfrentam dificuldades para acessar serviços de saúde mental.

Outro ponto previsto é a capacitação de professores e servidores da educação para reconhecer sinais de transtornos mentais, dificuldades comportamentais e alterações no aprendizado, auxiliando nos encaminhamentos adequados.

O programa também prevê acompanhamento das famílias, oferecendo orientação e apoio para fortalecer o cuidado fora do ambiente escolar. Na rede pública, o atendimento será organizado por regiões, por meio de equipes vinculadas às Coordenadorias Regionais de Educação, que poderão atuar diretamente nas unidades conforme a demanda.

A proposta busca combater a evasão escolar, ampliar a inclusão e melhorar o desempenho acadêmico de estudantes que enfrentam barreiras relacionadas à saúde mental e ao desenvolvimento educacional.

Nos bastidores, o projeto é visto como um avanço importante nas políticas públicas de inclusão e acolhimento escolar, especialmente diante do aumento de diagnósticos de transtornos do neurodesenvolvimento e da crescente discussão sobre saúde mental entre crianças e adolescentes.

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