Goiânia alcançou, nesta segunda-feira (13), a nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que avalia a saúde fiscal dos municípios e sua aptidão para contratar empréstimos com garantia da União. O resultado foi comemorado pelo prefeito Sandro Mabel, que destacou o avanço como reflexo de ajustes na gestão financeira.
“Goiânia é nota A na Capag. Isso significa que o Tesouro Nacional reconhece que a cidade tem responsabilidade com o dinheiro público e honra seus compromissos. Na prática, essa nota abre portas, atrai investimentos e garante mais recursos para áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura”, afirmou o prefeito.
A capital havia sido anteriormente classificada com nota C e, segundo a atual gestão, a recuperação se deu a partir de medidas de austeridade fiscal, revisão de contratos e reorganização das despesas públicas. O secretário da Fazenda, Oldair Marinho, explicou que o crescimento da receita própria, acima da inflação, aliado à modernização da arrecadação, foi determinante para o resultado.
Entre as ações adotadas pela administração municipal, estão o decreto de calamidade financeira no início do ano, a renegociação de contratos e a reorientação das compras públicas.
“Priorizamos investimentos que geram valor, como equipamentos, serviços estratégicos e obras. Isso trouxe mais eficiência ao gasto público e melhores resultados para a população”, destacou o secretário.
Os dados apresentados pela prefeitura indicam redução superior a 6% nas despesas totais em relação ao mesmo período de 2024, além de queda de 5,94% nas despesas correntes. O ajuste permitiu melhorar o equilíbrio entre receitas e gastos — conhecido como poupança corrente — um dos principais critérios da Capag.
Outro ponto relevante foi o fortalecimento da liquidez do município, com maior organização do fluxo de caixa e capacidade de honrar compromissos de curto prazo, reduzindo riscos fiscais e aumentando a segurança na execução orçamentária.
O prefeito também ressaltou a mudança no cenário fiscal da capital. Segundo ele, a gestão recebeu a prefeitura com um déficit de R$ 389 milhões e, em 2025, já registra superávit superior a R$ 583 milhões.
“Foram decisões firmes, muito trabalho e críticas, mas o resultado está aí, reconhecido nacionalmente. E pode ter certeza que é só o começo”, declarou.
Com a nota A, Goiânia passa a ter melhores condições de acesso a crédito com garantia da União, o que deve ampliar a capacidade de investimento em áreas estratégicas, como infraestrutura, mobilidade urbana e serviços públicos.








