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Flávio herda força de Bolsonaro, ao passo que Lula consolida imagem nas redes

Desde janeiro de 2025, o IDP mede a performance digital dos presidenciáveis por meio de dimensões; veja os detalhes

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou 2025 e começa a primeira metade de janeiro de 2026 à frente do Índice Datrix de Presidenciáveis (IDP), ranking mensal que mede a performance digital dos pré-candidatos ao Palácio do Planalto.

O levantamento também mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidou a recuperação de imagem nas redes iniciada em maio, mas inicia o ano eleitoral sob pressão de pautas que o desgastam, como a Venezuela. O CEO da Datrix, João Paulo Castro, faz uma primeira explicação de que os dados desta época do ano — Natal, réveillon e férias escolares — precisam ser analisados com cautela.

Dito isso, o CEO da Datrix destaca o quanto o lançamento da pré-candidatura tornou Flávio Bolsonaro não só a referência mais citada no campo da oposição, mas fez o senador assumir protagonismo noutras pautas, como a ação dos Estados Unidos que levou à captura e queda do ditador Nicolás Maduro na Venezuela.

Esse tema, por sinal, foi o principal a mobilizar os conteúdos políticos envolvendo os pré-candidatos ao Planalto, e com maior viés negativo para Lula, pela associação da esquerda brasileira ao regime chavista.

De certa forma, esse efeito é análogo, com sinal oposto, ao que ocorreu no segundo semestre do ano passado, quando Lula surfou a onda após o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos exportados pelo Brasil aos EUA.

Na ocasião, foi o petista quem avançou nas redes próprias e no chamado mar aberto – quando o pré-candidato é citado por outros agentes políticos e formadores de opinião – e a família Bolsonaro foi quem mais perdeu performance digital. O chefe do governo de Goiás, Ronaldo Caiado (União), aproveitou o que o CEO da Datrix chama de vácuo deixado por outros nomes, como Tarcísio de Freitas (Rep-SP) e Ratinho Jr. (PSD-PR), para avançar casas no ranking.

Ilação

Desde janeiro de 2025, o IDP mede a performance digital dos presidenciáveis por meio das seguintes dimensões: engajamento de base nas redes dos próprios pré-candidatos; menções de influenciadores, jornalistas, veículos de imprensa e outros políticos; classificação dos conteúdos em positivos, neutros ou negativos; interesse ativo do público em buscas do Google e plataformas sociais.

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