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Flávio Dino propõe revisão de competências do STF e tribunais superiores

O Ministro propôs 15 eixos de mudanças como requisitos de acesso aos tribunais superiores; veja mais
FOTO: REPRODUÇÃO

De Brasília, Harrison S. Silva

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova reforma do Poder Judiciário. No texto, o ministro sugere medidas divididas em 15 eixos. Entre elas:

  • revisão de competências do STF e de tribunais superiores;
  • alterações na tramitação de processos eleitorais; e
  • mudanças na lei penal para punir de forma mais rigorosa irregularidades envolvendo juízes, procuradores, advogados e outros integrantes do sistema de Justiça. Veja todas as mudanças.

Manifesto a crença de que o Brasil precisa de uma Nova Reforma do Judiciário, abrangendo todos os segmentos que atuam nesse sistema, que tem como órgão máximo o Supremo Tribunal Federal.” Escreveu Dino.

Procurado, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, declarou que merece aplauso e apoio o debate trazido por Flávio Dino. Em nota, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado Federal, afirmou que uma reforma no Judiciário é necessária, mas que a proposta de Dino ignora temas centrais.

O senador afirmou ainda que cabe ao Legislativo liderar esse processo, ouvindo toda a sociedade, em respeito à representatividade e à separação dos poderes. Também afirmou que o STF deve resgatar o papel de Corte constitucional com revisão dos legitimados para propor ações, evitando a banalização da sua atuação e a transformação da Corte em instância de investigação.

Outro mérito relevante está na ênfase conferida à ética e à responsabilidade funcional, sem perder de vista as garantias essenciais da magistratura. O equilíbrio entre independência judicial e mecanismos de controle é abordado com sobriedade, reforçando a ideia de que a credibilidade institucional depende, também, da capacidade de reconhecer falhas e corrigi-las com firmeza e justiça.

Por fim, o texto contribui para qualificar o debate público ao tratar a reforma do Judiciário como um processo contínuo, aberto e plural. Ao estimular a reflexão e o diálogo, oferece uma base sólida para a construção de consensos, sempre orientados pelo interesse público e pela preservação dos valores que sustentam o Estado de Direito.

 

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