A corrida pelas duas vagas ao Senado em Goiás nas eleições de 2026 pode ganhar um novo ingrediente: o fortalecimento de candidaturas femininas. Se até agora apenas Gracinha Caiado (União Brasil) aparecia entre os principais nomes cotados para a disputa, a possível entrada da empresária Carla Corrêa (PL) pode alterar o cenário político estadual.
Atualmente, diversos nomes são citados como pré-candidatos ao Senado, entre eles Aldo Arantes (PCdoB), Alexandre Baldy (PP), Gustavo Gayer (PL), Luis Cesar Bueno (PT), Oséias Varão (PL), Vanderlan Cardoso (PSD) e Zacharias Calil (MDB).
Nos bastidores, entretanto, a avaliação é de que a disputa mais competitiva, neste momento, envolve Gracinha Caiado, Vanderlan Cardoso, Gustavo Gayer e Zacharias Calil.
Nome de Anápolis entra no radar
A novidade surgiu nesta semana com a articulação em torno do nome de Carla Corrêa, esposa do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL). Segundo interlocutores do partido, a empresária reúne características consideradas estratégicas para uma candidatura ao Senado: forte identificação com o eleitorado conservador, ligação com o segmento evangélico e representatividade em Anápolis, município que possui o terceiro maior eleitorado de Goiás.
Além disso, aliados destacam que Carla acompanha de perto o ambiente político e possui perfil mais ativo no debate público.
A possível candidatura também ocorre em meio a discussões internas no PL sobre a composição da chapa para o Senado. Nos bastidores, integrantes da legenda avaliam que o deputado federal Oséias Varão não conseguiu consolidar sua pré-candidatura e poderia disputar outro cargo em 2026, abrindo espaço para novos nomes.
Senado pode ter maioria feminina de Goiás
Caso as candidaturas de Gracinha Caiado e Carla Corrêa avancem e obtenham êxito nas urnas, Goiás poderá registrar um fato inédito: eleger duas mulheres para representar o Estado no Senado Federal a partir de 2027.
A hipótese ainda depende das definições partidárias, da formação das chapas e da consolidação dos nomes junto ao eleitorado. No entanto, a simples possibilidade já movimenta os bastidores políticos e amplia o debate sobre a participação feminina nos cargos majoritários em Goiás.
Com mais de um ano até o início oficial da campanha, o cenário segue aberto, mas a entrada de novas lideranças femininas indica que a disputa pelas duas cadeiras no Senado promete ser uma das mais concorridas e imprevisíveis do próximo ciclo eleitoral.








