De Brasília, Harrison S. Silva
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), é alvo de mais um pedido de impeachment apresentado na Câmara Legislativa do DF na esteira das investigações do Banco Master. Ao todo, três pedidos já foram apresentados na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Dessa vez, o pedido foi apresentado pelos partidos PT, PV, PCdoB, Rede Sustentabilidade e PDT. O documento justifica que Ibaneis cometeu crimes de responsabilidade durante as negociações do BRB para tentar comprar a instituição.
Na sessão ordinária desta quarta-feira, dia 4, na Câmara Legislativa do DF, o deputado Gabriel Magno (PT) afirmou que o governador Ibaneis Rocha tentou politizar a compra do Banco Master. O deputado Fábio Félix (Psol) relembrou como foi a reunião com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) para falar sobre a compra do Banco Master pelo BRB na CLDF.
“A CLDF foi humilhada pelo presidente do BRB, Paulo Henrique, tivemos uma reunião e ele exigiu que fosse de portas fechadas. Nem os assessores puderam entrar e nessa reunião ele mentiu descaradamente para todos nós, mentiu dados, mentiu valores.” Pontuou Félix.
Os pedidos ainda não começaram a tramitar na Câmara Legislativa. Para que isso aconteça, é necessário o aval do presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB-DF) – aliado e colega de partido de Ibaneis. Nas últimas semanas, Ibaneis afirmou à TV Globo que se reuniu pelo menos quatro vezes, entre 2024 e 2025, com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro – mas negou que tenha discutido a compra do Master pelo BRB nesses encontros.
Para entender o impeachment
Para seguir na Câmara Legislativa do DF, o processo de impeachment deve passar por algumas etapas. O parecer será votado em Plenário 48 horas após a sua publicação. Cinco representantes de cada partido poderão falar, durante uma hora, sobre o documento. O passo a passo:
- é tomada uma decisão sobre o prosseguimento ou não da denúncia;
- caso a decisão seja pela continuidade do processo de impeachment, o denunciado tem 20 dias para oferecer defesa;
- recebida a defesa, a Comissão Especial passa para a produção de provas e realização de diligências e, em dez dias, decide sobre a acusação.
Após a publicação do último parecer, os deputados distritais devem realizar duas discussões sobre a denúncia, com um intervalo de 48 horas entre as duas. Encerrada a discussão, o parecer é submetido à votação nominal. O parecer deve ser aprovado por ⅔ dos membros da CLDF.




