O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), avalia disputar uma vaga no Senado Federal em 2026 como parte de uma estratégia para manter-se em evidência nacional até a eleição presidencial de 2030. A informação foi confirmada por aliados próximos, que enxergam o movimento como um “plano B” para garantir protagonismo político em meio à reconfiguração das forças de centro-direita no país.
Estratégia nacional e mudança de partido
Embora continue sendo uma das principais apostas do centro político como nome alternativo à polarização entre Lula e Bolsonaro, Leite tem enfrentado dificuldades de articulação dentro do PSDB. Como revelou a CNN, ele já negocia sua filiação ao PSD, partido comandado por Gilberto Kassab.
As conversas vêm ocorrendo desde novembro de 2024 e podem se concretizar ainda no primeiro semestre de 2025. No entanto, a mudança de partido pode reduzir suas chances de disputar o Palácio do Planalto em 2026, já que Kassab deve apoiar Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou lançar Ratinho Jr. (PSD) como presidenciável.
Senado como caminho estratégico
Durante o Fórum da Liberdade, realizado no início de abril em Porto Alegre, Eduardo Leite admitiu publicamente a possibilidade de disputar o Senado.
“Não é descartado para mim uma eventual candidatura ao Senado”, afirmou o governador, destacando que continua com “liberdade e condição de construir caminhos” para o futuro.
Para analistas políticos, a candidatura ao Senado em 2026 funcionaria como uma ponte para manter sua visibilidade até 2030, com o bônus de representar o Rio Grande do Sul no Congresso e manter sua influência política nacional.
PSDB em xeque: fusão ou debandada?
Leite aguarda, ainda, o desfecho de um processo interno no PSDB que pode culminar na fusão da sigla com o PSD. Em nota publicada nas redes sociais, o governador afirmou:
“O partido vive um momento de reflexão e discussão sobre seu futuro, o que é natural diante dos desafios que o sistema eleitoral brasileiro impõe.”
Caso a definição sobre a fusão não ocorra até o fim de abril, aliados afirmam que Leite deve mesmo deixar o PSDB, partido ao qual é filiado há 24 anos.
Aprovação em alta no RS
Segundo pesquisa Paraná Pesquisas, Eduardo Leite tem 63,5% de aprovação no governo do Rio Grande do Sul, o que lhe garante boa posição para uma eventual eleição ao Senado. O cenário é considerado favorável tanto eleitoral quanto politicamente para um reposicionamento nacional.








