O candidato ao Governo de Goiás Wilder Morais (PL) voltou a ficar fora de uma lista de recomendações eleitorais divulgada por uma liderança nacional ligada ao bolsonarismo. Nesta quinta-feira (1º), Eduardo Bolsonaro (PL) pediu votos para candidatos em diferentes estados e, em Goiás, citou Gustavo Gayer (PL) para o Senado e Fred Rodrigues (PL) para deputado federal. Wilder não foi mencionado.
A ausência chama atenção porque Wilder é o candidato oficial do PL ao Governo de Goiás. A publicação de Eduardo, porém, não apresentou justificativa para não incluir o senador entre suas indicações no Estado.
O episódio não significa, por si só, rompimento político. Em fevereiro, Eduardo chegou a manifestar apoio à pré-candidatura de Wilder e o chamou de “homem de confiança”. Jair e Flávio Bolsonaro também fizeram manifestações favoráveis ao candidato do PL ao longo da campanha.
Nikolas também deixou Wilder de fora
Situação semelhante ocorreu em setembro. Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou inicialmente uma lista de candidatos apoiados em Goiás e indicou Gayer e Oséias Varão ao Senado, Sanches da Federal para deputado federal e Flávio Bolsonaro para presidente, sem mencionar Wilder.
Dias depois, porém, Nikolas fez uma nova manifestação e declarou explicitamente apoio a Wilder para governador. Portanto, a ausência na primeira lista não se manteve como posição política do deputado mineiro.
Ausência em votação do STF também gerou críticas
Wilder também enfrentou questionamentos dentro do campo da oposição em abril, quando não participou da votação no Senado sobre a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O senador havia se manifestado contra a indicação, mas não votou no plenário.
Messias acabou rejeitado por 42 votos a 34, resultado que impediu sua nomeação ao STF. A votação ocorreu em 29 de abril e marcou a primeira rejeição de uma indicação à Corte pelo Senado em 132 anos.
Agora, a dois dias do primeiro turno, a publicação de Eduardo volta a colocar em evidência as diferentes manifestações individuais de lideranças nacionais do PL em relação à disputa goiana. Wilder, contudo, permanece como candidato oficial da legenda ao Governo de Goiás.








