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Coronel Edson Raiado rebate Fabrício Rosa e acusa vereador do PT de distorcer fala para “criar narrativa”

O coronel da Polícia Militar de Goiás Edson Raiado respondeu publicamente às críticas feitas pelo vereador de Goiânia Fabrício Rosa e elevou o tom do embate político nas redes sociais. Em publicação direcionada ao parlamentar petista, Raiado acusou Fabrício de retirar sua fala de contexto para criar uma “narrativa” de incitação à violência.

Na resposta, intitulada “Aula de interpretação para o vereador Fabrício Rosa”, o coronel afirmou que o episódio citado ocorreu em um pit dog e envolvia, segundo ele, uma pessoa que se apresentava como sendo de direita, mas que foi chamada por ele de “trans-direita”, termo definido como um “neologismo político”.

Raiado alegou que a expressão utilizada não fazia referência à identidade de gênero, mas sim a políticos que, segundo ele, “nascem e pensam igual à esquerda”, mas se aproximam de pautas conservadoras para conquistar apoio eleitoral.

O coronel também tentou esclarecer a expressão “dar uma bicuda”, alvo das críticas de Fabrício Rosa. Segundo ele, a frase teria sido usada em sentido popular e político, significando “colocar político oportunista para correr no debate e no voto”, negando qualquer incentivo à violência física.

Na publicação, Raiado ainda acusou o vereador de utilizar o episódio para ganhar visibilidade política e fez críticas ao PT, ao comunismo e à atuação de Fabrício Rosa em movimentos sociais ligados ao MST. O coronel também afirmou que não aceitará ser “ameaçado” com o uso de instituições públicas para limitar seu direito de crítica política.

O embate entre os dois ganhou repercussão após Fabrício Rosa anunciar que pretende denunciar a conduta do coronel à Justiça Eleitoral, à Corregedoria da Polícia Militar e à Delegacia Estadual de Atendimento a Crimes Resultantes de Preconceito (DEACRI), alegando que a fala teria incentivado violência contra pessoas trans.

Até o momento, não há informação oficial sobre abertura de investigação ou manifestação institucional dos órgãos citados no caso.

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