A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) protocolou nesta quinta-feira (7) uma ação criminal contra o vereador Igor Franco e o deputado estadual Clécio Alves. A empresa acusa os parlamentares dos crimes de calúnia, injúria e difamação, além de apontar uma suposta invasão a uma área de acesso restrito da companhia.
Segundo informações do processo, ao qual o Jornal Opção teve acesso, a origem do embate remonta a janeiro de 2026, quando Igor Franco publicou vídeos nas redes sociais afirmando existir um suposto “grande esquema de corrupção” envolvendo a Prefeitura de Goiânia.
A situação teria se intensificado no dia 10 de abril, quando, de acordo com a ação, Igor Franco e Clécio Alves entraram sem autorização no Aterro Sanitário II da Comurg. Conforme a empresa, os parlamentares estavam acompanhados de policiais legislativos e de uma equipe de comunicação, e teriam desrespeitado protocolos internos de segurança exigidos para acesso ao local.
Na ação judicial, a companhia sustenta que as declarações públicas feitas pelos parlamentares atingiram a honra da instituição e de seus representantes, além de provocar repercussão negativa sobre a imagem da empresa pública.
Procurado pela reportagem, Igor Franco afirmou que agiu dentro de sua prerrogativa constitucional de fiscalização do poder público. O vereador também declarou que a gestão do prefeito Sandro Mabel estaria utilizando a estrutura administrativa para tentar intimidá-lo politicamente.
Já o deputado Clécio Alves não respondeu às tentativas de contato até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
O caso deve tramitar na esfera criminal e poderá aprofundar o embate político entre parlamentares da oposição e a administração municipal de Goiânia, em meio a uma sequência de denúncias e trocas de acusações envolvendo contratos e serviços públicos da capital.








