A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, anunciou que a eleição interna para definir a nova cúpula da Corte ocorrerá na próxima terça-feira (14).
O ministro Kássio Nunes Marques deve ser eleito presidente do TSE, tendo como vice o ministro André Mendonça.
A previsão inicial era realizar a escolha no fim de abril, mas a atual presidente decidiu antecipar o processo de transição em razão do calendário eleitoral.
Posse prevista para o fim de maio
Com a antecipação, a posse deve ocorrer no fim de maio, pouco antes do encerramento do mandato de Cármen Lúcia, que termina em 3 de junho.
Segundo a ministra, a decisão busca garantir estabilidade e tempo adequado de preparação para a condução das eleições gerais de outubro de 2026, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores e deputados.
Ao antecipar a eleição, Cármen afirmou que evita que os novos dirigentes assumam a Corte com prazo reduzido para organizar o processo eleitoral.
Prioridades da nova gestão
Interlocutores indicam que Nunes Marques pretende priorizar a redução da abstenção nas eleições.
O futuro presidente também deve manter o modelo de cooperação com plataformas digitais para retirada rápida de conteúdos considerados ilícitos e estuda desenvolver, em parceria com universidades, ferramentas voltadas à identificação de materiais produzidos com uso de inteligência artificial.
O tema da desinformação e do uso de IA é considerado um dos principais desafios para o pleito de 2026.
Como funciona a composição do TSE
O TSE é composto por sete ministros titulares:
• 3 ministros do Supremo Tribunal Federal
• 2 ministros do Superior Tribunal de Justiça
• 2 advogados indicados pelo presidente da República
Pela Constituição, a presidência e a vice-presidência devem ser ocupadas por ministros oriundos do STF, seguindo sistema de rodízio interno.
Corte entra em fase pré-eleitoral
Com a definição antecipada da nova direção, o TSE inicia oficialmente sua fase preparatória para as eleições de 2026.
A transição antecipada busca garantir previsibilidade administrativa, coordenação institucional e estabilidade jurídica em um cenário de alta complexidade tecnológica e política.
A condução do processo eleitoral de outubro estará, portanto, sob a gestão de Nunes Marques e André Mendonça, que assumem a responsabilidade de liderar a Justiça Eleitoral em um dos pleitos mais desafiadores dos últimos anos.








