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Candidato cigano do PT diz não ter recebido recursos partidários

FOTO: REPRODUÇÃO

A distribuição de recursos eleitorais dentro do Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiás virou alvo de questionamentos após o candidato a deputado estadual Ismael Calom (PT) afirmar que sua campanha não recebeu recursos partidários. A situação levou a Associação Estadual da Etnia Cigana de Goiás a divulgar uma nota de repúdio e cobrar esclarecimentos da legenda.

Representante da comunidade cigana, Calom afirma que esperava maior apoio da sigla para estruturar sua campanha e classificou a situação como uma contradição em relação ao discurso de inclusão defendido pelo partido.

“Uma decepção muito grande de ser um partido que, teoricamente, seria de inclusão, excluiu a nossa candidatura”, afirmou.

Segundo o candidato, a reivindicação não seria por tratamento privilegiado, mas por condições para disputar a eleição e ampliar a representação política da população cigana.

“Nós não estamos cobrando privilégios, nós só queremos direitos iguais”, declarou.

Calom também afirmou que, após a divulgação da nota, teria passado a ser ignorado nas redes sociais pela deputada Adriana Accorsi (PT) e classificou a situação como uma “perseguição”. A afirmação é do candidato e, no material analisado, não consta manifestação de Accorsi sobre a acusação.

Associação cobra inclusão “na prática”

Em nota, a Associação Estadual da Etnia Cigana de Goiás afirma ter recebido com “profundo repúdio e indignação” a informação de que a candidatura de Calom teria sido classificada com R$ 0 em recursos partidários.

Para a entidade, a candidatura possui significado que ultrapassa a disputa individual por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

“Ismael Calom não representa apenas uma candidatura individual, mas uma oportunidade concreta de levar a voz da população cigana para dentro do Parlamento”, afirma a associação.

A entidade sustenta que a comunidade cigana permanece historicamente pouco representada nos espaços de decisão e cobra dos partidos ações concretas para ampliar sua participação política.

“Não estamos reivindicando privilégio. Estamos reivindicando respeito, igualdade de condições e reconhecimento político”, diz outro trecho da nota.

Candidato diz ter apoio de Rubens Otoni

Ismael Calom afirmou ter recebido apoio político do deputado federal Rubens Otoni (PT), mas disse que isso ainda não se traduziu na liberação de recursos financeiros para sua campanha.

Nascido em Catalão, Calom é policial militar da reserva e disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) com o número 13190. Segundo ele, sua campanha tem utilizado principalmente as redes sociais para alcançar eleitores em diferentes municípios goianos.

A Associação Estadual da Etnia Cigana afirma que continuará cobrando dos partidos compromissos concretos com diversidade e representação.

“Não queremos ser lembrados apenas em discursos. Queremos participar das decisões. A população cigana existe, participa, trabalha, vota e também quer representação política”, conclui a entidade.

A ausência de repasse partidário relatada pelo candidato não significa, isoladamente, irregularidade eleitoral. A definição e distribuição de recursos partidários e eleitorais seguem regras legais e critérios internos das legendas, além das destinações mínimas previstas pela legislação para determinados grupos de candidaturas. Candidato cigano do PT diz ter recebido R$ 0 de recursos partidários e associação divulga nota de repúdio

A distribuição de recursos eleitorais dentro do Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiás virou alvo de questionamentos após o candidato a deputado estadual Ismael Calom (PT) afirmar que sua campanha não recebeu recursos partidários. A situação levou a Associação Estadual da Etnia Cigana de Goiás a divulgar uma nota de repúdio e cobrar esclarecimentos da legenda.

Representante da comunidade cigana, Calom afirma que esperava maior apoio da sigla para estruturar sua campanha e classificou a situação como uma contradição em relação ao discurso de inclusão defendido pelo partido.

“Uma decepção muito grande de ser um partido que, teoricamente, seria de inclusão, excluiu a nossa candidatura”, afirmou.

Segundo o candidato, a reivindicação não seria por tratamento privilegiado, mas por condições para disputar a eleição e ampliar a representação política da população cigana.

“Nós não estamos cobrando privilégios, nós só queremos direitos iguais”, declarou.

Calom também afirmou que, após a divulgação da nota, teria passado a ser ignorado nas redes sociais pela deputada Adriana Accorsi (PT) e classificou a situação como uma “perseguição”. A afirmação é do candidato e, no material analisado, não consta manifestação de Accorsi sobre a acusação.

Associação cobra inclusão “na prática”

Em nota, a Associação Estadual da Etnia Cigana de Goiás afirma ter recebido com “profundo repúdio e indignação” a informação de que a candidatura de Calom teria sido classificada com R$ 0 em recursos partidários.

Para a entidade, a candidatura possui significado que ultrapassa a disputa individual por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

“Ismael Calom não representa apenas uma candidatura individual, mas uma oportunidade concreta de levar a voz da população cigana para dentro do Parlamento”, afirma a associação.

A entidade sustenta que a comunidade cigana permanece historicamente pouco representada nos espaços de decisão e cobra dos partidos ações concretas para ampliar sua participação política.

“Não estamos reivindicando privilégio. Estamos reivindicando respeito, igualdade de condições e reconhecimento político”, diz outro trecho da nota.

Candidato diz ter apoio de Rubens Otoni

Ismael Calom afirmou ter recebido apoio político do deputado federal Rubens Otoni (PT), mas disse que isso ainda não se traduziu na liberação de recursos financeiros para sua campanha.

Nascido em Catalão, Calom é policial militar da reserva e disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) com o número 13190. Segundo ele, sua campanha tem utilizado principalmente as redes sociais para alcançar eleitores em diferentes municípios goianos.

A Associação Estadual da Etnia Cigana afirma que continuará cobrando dos partidos compromissos concretos com diversidade e representação.

“Não queremos ser lembrados apenas em discursos. Queremos participar das decisões. A população cigana existe, participa, trabalha, vota e também quer representação política”, conclui a entidade.

A ausência de repasse partidário relatada pelo candidato não significa, isoladamente, irregularidade eleitoral. A definição e distribuição de recursos partidários e eleitorais seguem regras legais e critérios internos das legendas, além das destinações mínimas previstas pela legislação para determinados grupos de candidaturas.

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