Campanhas de candidatos à Presidência da República avaliam recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir uma investigação sobre o crescimento recente do escritor e candidato Augusto Cury (Avante-SP) nas redes sociais.
Segundo informações de bastidores divulgadas pelo Metrópoles nesta segunda-feira (31), adversários de Cury demonstram desconfiança em relação ao aumento de mais de 2 milhões de seguidores registrado pelo presidenciável no Instagram após o debate promovido pela Band. A suspeita é de que parte desse avanço possa não ter ocorrido de maneira orgânica.
Até o momento, porém, não há comprovação apresentada de irregularidade no crescimento das redes do candidato.
Adversários discutem levar caso ao TSE
Integrantes de campanhas concorrentes afirmam que uma possível judicialização do episódio está próxima. De acordo com a publicação, a avaliação nos bastidores é de que resta definir qual candidatura tomará a iniciativa de apresentar formalmente o questionamento à Justiça Eleitoral.
O movimento ocorre enquanto Augusto Cury também registra crescimento na disputa presidencial. Entre adversários, há a percepção de que a maior circulação dos conteúdos publicados pelo escritor nas plataformas digitais pode estar contribuindo para ampliar sua exposição entre eleitores que até então não acompanhavam sua candidatura.
Esse aumento de alcance nas redes passou, portanto, a ser observado de perto pelas demais campanhas.
Crescimento digital pode entrar no radar da Justiça Eleitoral
Uma eventual representação ao TSE poderá buscar esclarecer se o aumento de seguidores e de alcance ocorreu de forma espontânea ou se houve utilização irregular de estruturas para impulsionar artificialmente a presença digital do candidato.
A discussão ganha relevância porque a Justiça Eleitoral já analisou casos envolvendo o uso abusivo de estruturas digitais em campanhas. Dependendo das circunstâncias e das provas apresentadas, práticas desse tipo podem ser discutidas sob a ótica do abuso de poder econômico.
Neste momento, entretanto, o que existe é uma movimentação de campanhas adversárias para avaliar uma possível ação. A reportagem não informa que tenha sido aberta investigação contra Augusto Cury nem que o candidato tenha sido responsabilizado por qualquer irregularidade relacionada ao crescimento de suas redes sociais.
A possível iniciativa ocorre em meio à maior exposição eleitoral do candidato do Avante, cuja evolução nas pesquisas e nas plataformas digitais passou a chamar a atenção dos concorrentes na corrida pelo Palácio do Planalto.








