O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado, do PSD, elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao criticar o novo plano do governo federal de combate ao crime organizado. Em publicação divulgada nesta terça-feira (12), Caiado afirmou que Lula é “cara de pau” por apresentar medidas de segurança pública a poucos meses do fim do mandato.
Segundo o ex-governador de Goiás, o governo federal teve tempo suficiente para enfrentar o avanço das facções criminosas desde o início da atual gestão, mas só agora, em meio ao cenário pré-eleitoral, decidiu anunciar novas ações.
“Veja bem, ele acaba de anunciar um Brasil contra o crime organizado. Diz ele que agora vai resolver o problema do crime cinco meses antes de terminar o seu governo”, afirmou Caiado em trecho da publicação.
O pré-candidato também criticou o modelo de financiamento apresentado pelo governo federal. De acordo com Caiado, a proposta prevê apenas R$ 1 bilhão em recursos diretos da União, enquanto outros R$ 10 bilhões seriam disponibilizados por meio de linhas de crédito do BNDES para estados e municípios.
“Ele vai abrir uma linha de crédito para que os estados e municípios se endividem para tomar esse empréstimo do BNDES, pagar juros altíssimos e assumir responsabilidades que são do governo federal”, declarou.
A segurança pública deve ocupar espaço central no debate eleitoral de 2026. Pesquisas recentes apontam o tema como uma das maiores preocupações da população brasileira. Levantamento Genial/Quaest divulgado em abril mostrou que 27% dos brasileiros consideram a violência o principal problema do país, índice superior aos registrados para corrupção, economia e questões sociais.
Ao anunciar o programa, Lula defendeu maior integração entre União, estados e municípios no enfrentamento às organizações criminosas. Segundo o presidente, o crime organizado se fortalece justamente pela falta de articulação entre os entes federativos. Entre as medidas anunciadas pelo governo federal está a ampliação do combate financeiro às facções criminosas, com foco na asfixia econômica das organizações.








