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Adriana Accorsi critica proposta que adia fim da escala 6×1 e acusa oposição de ampliar exploração trabalhista

A deputada federal Adriana Accorsi (PT) publicou nesta quarta-feira (20) uma crítica contundente à proposta apresentada no Congresso Nacional que, segundo ela, pode adiar por até dez anos mudanças na jornada de trabalho no Brasil e permitir ampliação da carga horária semanal para até 52 horas.

Nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a medida contraria a proposta defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prevê o fim da escala 6×1, redução da jornada semanal para 40 horas, garantia de dois dias de descanso e manutenção dos salários.

Segundo Adriana Accorsi, 176 deputados ligados à direita e ao centrão assinaram uma emenda que, na avaliação dela, enfraquece os direitos trabalhistas e amplia a exploração da mão de obra.

“Na prática, é trocar descanso, saúde, convívio com a família e dignidade por mais exploração, mais cansaço e menos tempo de vida para quem trabalha”, declarou a deputada.

A parlamentar classificou a proposta como uma “ofensiva cruel contra a classe trabalhadora” e afirmou que o debate sobre a jornada de trabalho envolve diretamente qualidade de vida, saúde mental e valorização profissional.

O tema da escala 6×1 tem ganhado força no Congresso e nas redes sociais nos últimos meses, impulsionado por movimentos sindicais e por setores que defendem jornadas mais flexíveis e redução do tempo de trabalho sem perda salarial.

Por outro lado, parlamentares da oposição e representantes do setor produtivo argumentam que mudanças imediatas podem gerar impactos econômicos, aumento de custos para empresas e dificuldades para determinados segmentos do mercado.

Adriana Accorsi reforçou que seguirá atuando em defesa da redução da jornada e da valorização dos trabalhadores brasileiros.

“O Brasil precisa avançar, não aceitar que quem já trabalha demais seja obrigado a trabalhar ainda mais”, afirmou.

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